@ tainah negreiros
terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
sábado, 13 de fevereiro de 2016
domingo, 7 de fevereiro de 2016
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
de frente para o oceano.
todas as mãos têm o mesmo tamanho:
ele estava sozinho.
o homem, sozinho na caverna, olhou,
em meio ao barulho
– ao barulho do mar –
a imensidão das coisas.
e gritou.
você, que tem um nome;
você, que tem uma identidade,
eu te amo
(...)
eu sou aquele que chama
eu sou aquele que gritava há trinta mil anos
eu te amo
As mãos negativas, Marguerite Duras (1978)
para Laura, com carinho
sábado, 30 de janeiro de 2016
Pasolini
Ferrara trata os últimos dias de Pasolini como um mistério. O mistério
que há numa existência vibrante que se vê séria diante das percepções
que tem sobre o mundo. O mistério de sua existência. Ponto. O mistério que se firma nessa escolha por filmar o privado, o íntimo desse último dia desse sujeito tão público. O grande íntimo diz sobre o imenso que é público.
Ferrara faz isso através de uma observação da presença do artista entre aqueles que o queriam bem, que o conheciam há muito tempo, ou diante do jornalista que tenta arrancar de forma frustrada dele algo que não seja sua imensa verdade sobre nossa existência e sobre os seus rumos. O Pasolini de Ferrara e Dafoe parece entender que esses caminhos dizem respeito a ele muito pessoalmente. Todo seu caminho é triste, quase premonitório.
Várias das imagens mostradas por Ferrara são como vazios da famosa narrativa sobre sua morte. O que ele teria comido? Que conversas teria tido? Que olhares teria dado para o jovem que ajudaria a matá-lo? O que se contou não ajudava em nada a entender quem ele era.. Esses momentos de intimidade sim.
Ferrara faz isso através de uma observação da presença do artista entre aqueles que o queriam bem, que o conheciam há muito tempo, ou diante do jornalista que tenta arrancar de forma frustrada dele algo que não seja sua imensa verdade sobre nossa existência e sobre os seus rumos. O Pasolini de Ferrara e Dafoe parece entender que esses caminhos dizem respeito a ele muito pessoalmente. Todo seu caminho é triste, quase premonitório.
Várias das imagens mostradas por Ferrara são como vazios da famosa narrativa sobre sua morte. O que ele teria comido? Que conversas teria tido? Que olhares teria dado para o jovem que ajudaria a matá-lo? O que se contou não ajudava em nada a entender quem ele era.. Esses momentos de intimidade sim.
até aqui muito azul hortência, muito amarelo desaturado e um verde que misturo com um pouco de azul cobalto. para esse ano talvez mais vermelho.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2016
The Raven, de David Inshaw (1971)
I sleep like a soldier, without rest
but there is no treason,
where there is only lawlessness
(Soft as Chalk, Joanna Newsom)
I sleep like a soldier, without rest
but there is no treason,
where there is only lawlessness
(Soft as Chalk, Joanna Newsom)
segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
Viajei sem meu livro de escritos do Matisse e essa tarde senti falta do que diz. Nesse contexto, me perguntei o porquê de gostar mais dele que de tantos outros grandes da pintura. Suspeito que por um entendimento. Ele fala um pouco disso ao mencionar um colega que o entendia por desprivilegiar a forma em determinado quadro, nesse caso era o da moça deitado no roxo mais bonito que ele já viu, em detrimento da presença desse roxo meio lilás e da suavidade do gesto demonstrada na sua simplicidade. Algo que poderia ser vista por muitos como grosseira. Matisse diz de forma enfática que esse amigo o entendia.
É como um raridade partilhada que não nos suspende nem nos melhora, é uma questão de amparo.
Um outro milagre da compreensão aconteceu esse ano com a Kira Muratova em um mês importante de descoberta. Esses dias tem sido com Joanna Newsom que parece ser a única a não me agredir. Ela segue como que acenando com a cabeça pra mim que sim, quase posso vê-la dizendo que tudo pode dar certo. Temos nos entendido muito bem.
É como um raridade partilhada que não nos suspende nem nos melhora, é uma questão de amparo.
Um outro milagre da compreensão aconteceu esse ano com a Kira Muratova em um mês importante de descoberta. Esses dias tem sido com Joanna Newsom que parece ser a única a não me agredir. Ela segue como que acenando com a cabeça pra mim que sim, quase posso vê-la dizendo que tudo pode dar certo. Temos nos entendido muito bem.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
sexta-feira, 20 de novembro de 2015
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
Didier Eribon: Gostaria de fazer-lhe a pergunta simples: que é um mito?
Claude Levy Strauss: Não é uma pergunta simples, é exatamente o contrário, porque se pode respondê-la de vários modos. Se você interrogar um índio americano, seriam muitas as chances de que a resposta fosse essa: uma história do tempo em que os homens e os animais não eram diferentes. (...)
Claude Levy Strauss: Não é uma pergunta simples, é exatamente o contrário, porque se pode respondê-la de vários modos. Se você interrogar um índio americano, seriam muitas as chances de que a resposta fosse essa: uma história do tempo em que os homens e os animais não eram diferentes. (...)
sábado, 14 de novembro de 2015
sexta-feira, 13 de novembro de 2015
sexta-feira, 23 de outubro de 2015
domingo, 11 de outubro de 2015
Chantal se foi e penso em tudo isso: no início de carreira despojado, belo e radical de "Saute ma ville", na enorme e alucinante paixão de "Je, tu, il, elle", nas impulsivas e adoráveis moças de "J'ai faim, J'ai froid", penso ainda nas cartas e no olhar estrangeiro em "News from home" e sempre na jovem inadequada e vivaz Michele/Chantal do "Retrato".
Com justiça, lembramos muito da cineasta pela importância do seu cinema na construção de uma nova relação com o tempo e com o espaço, principalmente fruto de um isolamento. Chantal foi muito fundo nessa sua investigação e nas variadas formas de mostrá-las sem se preocupar em descortinar muito pessoalmente o que viveu. O fato dela ter ido fundo nesse mostrar, como mulher, tornou seus filmes além de belos muito importantes. São como revoluções pessoais que uma a uma essa grande cineasta foi nos revelando. Obrigada!
sábado, 3 de outubro de 2015
sábado, 26 de setembro de 2015
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
Conhecendo o vasto novo mundo, de Kira Muratova (1978)
Filme de amor, justo, belo, desses que as pessoas dão bandeira, se enternecem e seguram as mãos. Filme de mulheres operárias, atrizes, amigas. Filme de mãos. Mãos das mulheres que rebocam as paredes das fábricas, mãos que se encostam, se ajudam. Muito da ternura desse filme reside na convivência entre os pequenos gestos de carinho e os de trabalho, do que envolve um senso coletivo sempre muito presente na obra de Muratova junto do belo que irrompe da intimidade. Em tempos de imagem que mais reconhecemos que descobrimos, é bom perceber um mundo de cenas incríveis que não fazíamos idéia que podiam existir. Todas todas novas. A chuva quase não me deixou ir ver. O sol saiu e deu certo, muito certo. Esse já é filme da vida.
Cavalo Dinheiro
domingo, 20 de setembro de 2015
sexta-feira, 4 de setembro de 2015
domingo, 23 de agosto de 2015
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