@ tainah negreiros

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Deve ter algo de errado com o mundo, algo com o alinhamento dos planetas, sei lá.


Há muita dor. Primeiro minha mãe, hoje acordou doente, frágil. Logo ela, a mulher mais forte que conheço. Depois, logo a noite, depois do maior dos desencontros, e do choro em banheiro sujo, fui pra aula dela, da mulher. Hoje a vi chorar e foi tão cruel que eu torci pra esse mundo ser um pouco melhor, torci pra que a vida fosse menos injusta, só pra ela não chorar assim, não ela. Ela, a professora, firme, segura, corajosa, chorou, chorou a perda e mais uma vez foi franca, esteve ali por inteiro. E eu ali me parti em duas pra entender como de repente as coisas acontecem, as pessoas entram, saem, vão embora. Olhei ao redor, meus amigos, pessoas queridas, outras nem tão queridas assim. O choro da mulher me fez pensar. Encontrei comigo e doeu. Chorei também, algumas palavras saíram, mas entre um e outro engasgo. Foi um dia difícil. Voltei pra casa com as mãos no bolso, olhando da janela e tentando entender sem fazer pergunta.





E eu não esqueço dela.

4 comentários:

Sanmya disse...

Tai, deve ter algo haver comPlutão ele deve tá revoltado por não ser mais planeta e tá tentando descontar tudo
um bjo grande

Luciana disse...

and its a very very...mad world

sempre escuto essa música quando acho que todas as peças estâo fora do lugar =|

e corcordo com a Sanmya sobre plutão =D

bjs dona!!

Anônimo disse...

Não chore ainda não, que eu tenho um violão
E nós vamos cantar
Felicidade aqui pode passar e ouvir
E se ela for de samba há de querer ficar
Seu padre toca o sino que é pra todo mundo saber
Que a noite é criança, que o samba é menino
Que a dor é tão velha que pode morrer
Olê, olê, olê, olá
Tem samba de sobra, quem sabe sambar
Que entre na roda, que mostre o gingado
Mas muito cuidado, não vale chorar

Não chore ainda não, que eu tenho uma razão
Pra você não chorar
Amiga, me perdoa, se eu insisto à toa
Mas a vida é boa para quem cantar
Meu pinho, toca forte que é pra todo mundo acordar
Não fale da vida, nem fale da morte
Tem dó da menina, não deixa chorar
Olê, olê, olê, olá
Tem samba de sobra, quem sabe sambar
Que entre na roda, que mostre o gingado
Mas muito cuidado, não vale chorar

Não chore ainda não, que eu tenho a impressão
Que o samba vem aí
É um samba tão imenso que eu às vezes penso
Que o próprio tempo vai parar pra ouvir
Luar, espere um pouco, que é pra o meu samba poder chegar
Eu sei que o violão está fraco, está rouco
Mas a minha voz não cansou de chamar
Olê, olê, olê, olá
Tem samba de sobra, ninguém quer sambar
Não há mais quem cante, nem há mais lugar
O sol chegou antes do samba chegar
Quem passa nem liga, já vai trabalhar
E você, minha amiga, já pode chorar...

Do chico e de mim pra você...
Beijo carinhoso,

Rebecca

Chantinon disse...

Muito bonito...
Não sei se vc curte rock (progressivo), mas tem uma banda chamada Anathema...
Seu texto parece letra de música do Anathema. Muito dor e sensibilidade.