@ tainah negreiros

terça-feira, 18 de julho de 2017

férias de julho de 2017
São Raimundo Nonato
o esforço é de não ser dolorosa
e os sorriso sem esforço algum vem

a existência de minha mãe pra mim é algo tão imenso
que se torna abstrato
uma larga escala
de amorosas tonalidades e traços

não quero ir
aprecio as frutas e as luzes
ignoro a dificuldade das duas da tarde
gosto do centro às sete da noite
e também às onze da manhã

reconsidero outras formas de vida
reconheço o silêncio azul da madrugada
agradeço, sinto a sorte fisicamente
uma criança nascida sob o signo de leão abre a nossa porta sozinha
brinca
diz nossos nomes com ternura

domingo, 16 de julho de 2017

domingo

may my heart be always be open to little
birds who are the secrets of living
whatever they sing is better than to know
and if men should not hear them men are old

may my mind stroll about hungry
and fearless and thirsty and supple
and even if it’s sunday may i be wrong
for whenever men are right they are not young

e.e cummings

segunda-feira, 10 de julho de 2017

o teu esforço no meu apagamento é um duro golpe contra o fogo

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Levantei às quatro da manhã aqui em São Raimundo. Moramos no meio do mato e tive a impressão de ter ouvido o último segundo da Hora azul. Foi interrompido por vários galos cantando longe, numa espécie de sequência articulada. Sinto que agora experimentei todas as recomendações de radicais experiências com a natureza que Rohmer e Julio Verne recomendaram. Tanto o Raio Verde quanto a Hora azul aqui na cidade em que nasci.

sábado, 1 de julho de 2017

Revi depois de anos. A banalização do amor como sentimento e como palavra. Todo mundo se apaixona por todo mundo, fala sobre esse amor e também magoa todo mundo por conta disso. É sobre tratar paixão como amor. Sobre o charme da indisponibilidade e da disponibilidade também. Uma loucura, desses filmes irresistíveis de análise combinatória, do amor.