@ tainah negreiros

sábado, 24 de setembro de 2016

madrugada de conversa
persistência
encontro
sexo misterioso
reencontro
beijo na porta do elevador
cores novas para o quarto
amor em terra arrasada
sorriso e sexo misterioso e sorriso
despedida
beijo na porta do elevador
meião de futebol
tricô masculino
desencontro
encontro não marcado no meio da rua no dia nublado
um quadro
 the diver is my love
and I am his, if I am not deceived
who takes one breath above for every hour below the sea


Joanna é a pessoa do mundo que eu conheço que mais entende do amor em terra arrasada.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Sem título#1: Dance of Leitfossil (Carlos Adriano, 2014)


Comento com João que vi, chorei e ele me diz que acha o melhor filme dos últimos tempos.
toda a sessão de hoje tinha que existir para esse momento final.
todo esse momento tinha que existir pra depois vir minha conversa com Lívia em cima do viaduto.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

quarta-feira, 7 de setembro de 2016



no we never die for long,
while we've got that little life
to live for, where it's hid inside.
no we never die for long, woman

domingo, 21 de agosto de 2016

joanna é minha carta do tarot e diz


long life, speak your name
i'm so tired of the guessing game
but something is moving just out of frame
long life, brace and aim

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

(Shanti An Shea, 2015)
ontem fiz a faxina pra depois me atirar no abismo

terça-feira, 9 de agosto de 2016

As crianças mobilizam em mim revoluções. Meu querido Raul, de 13 anos, vem me falando das suas experiências nas aulas de música há vários encontros. Ontem discutíamos se o seu TCC seria sobre História da Música ou da Teoria Musical. A sua defesa do estudo da teoria foi através de partituras. Foi me explicando o que ele amava em algumas e detestava em outras. Virou professor. Me perguntava pra eu completar sobre qual nota era em cada linha, sobre a significação de cada símbolo. Congelei. Lembro de muito mais do que eu pensava. Minha empolgação o deixou mais devotado. Do meu outro lado a Ana, de 15. Apaixonada por moda, desenho e criatividade. Me mostra um caderno com silhuetas que ela vai preenchendo com suas formas e cores. Ela não costuma se trair. Terminei o encontro querendo fazer tudo o que fazem.Me convenceram da alegria das suas atividades. Meus mestres. Como a Ana, também sou de colorir. Essa manhã liguei pra escola de música.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

I don't know what's good for me
I don't know what's good for me
do you know what I really need?
do you know what I really need?

sábado, 30 de julho de 2016

as cores do meu coração

(Hamonia em Amarelo, Matisse, 1928-1929)

segunda-feira, 25 de julho de 2016


Revi. Um impulso. Está tudo lá.  Kath Bloom que nunca mais me largaria. A canção final e poderosa de Daniel Johnston, de alguma forma esvaziada na voz de Kath McCarthy. Jesse bobo e um tanto egocêntrico, por isso com uma fragilidade apaixonante. Celine, conforme prometeu a cigana, já a grande mulher entregue que se tornaria. Naquela ocasião deixa a sua fragilidade quase não dita, a ser entregue no final, concedida, como um presente, mas como algo que vem da sua decisão. "Ter sentado do seu lado com certeza foi de propósito". Deve ser de Áries.

domingo, 24 de julho de 2016

he believes in a beauty
 he's venus as a boy

terça-feira, 19 de julho de 2016

Tout une Nuit (Chantal Akerman, 1982)


Noite de lua cheia. Envio mensagem impulsiva. Recebo mensagem da amiga a caminho de um encontro. Desejo sorte a ela. Antes disso, esse filme da Chantal Akerman em que a noite é inteira de encontros, ou de solidões encontradas. Silenciosos os personagens entram e saem de cena rapidamente mas existem, impressionante construção com tão pouco, com um ou dois gestos somente. São mais bem concebidos e profundos que muitos mostrados através de câmeras próximas e acompanhadeiras. Chantal Chantal Chantal. O filme terminou e fiquei dizendo o seu nome.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

bruxaria

there's a ghost in our home just watching you without me

sábado, 9 de julho de 2016

domingo, 26 de junho de 2016

quarta-feira, 15 de junho de 2016


how I'm moved, how you move me
mamãe: severino, a roseira desimbestou (a dar flor)
papai: quero que ela desimbeste quando a tai chegar
café da manhã. disco "bicho"

"até breve, bruxinha"

terça-feira, 14 de junho de 2016

fique perplexo e beije seu amor na rua

quarta-feira, 8 de junho de 2016

terça-feira, 7 de junho de 2016

sexta-feira, 3 de junho de 2016

A vida do fósforo não é bolinho, gatinho (Sergio Silva, 2014)

"eu sou uma lenda nessa sua história, morando numa casa eterna, sentindo um frio que não passa com um homem que pertence a todos."
Os dias tem começado sem nenhuma idéia de como vão terminar.
Hoje iniciou atrasado e depois ficou triste, triste demais.
O pai da minha querida Laura se foi. Soube no ônibus, a caminho da exibição do último filme de Chantal Akerman. Pensei em desistir do filme, em ficar zonza pela rua mas segui. Vi "No home movie", me emocionei profundamente no debate ao perceber que tanto Patrícia Mourão quanto Yvone Marguiles estabeleciam uma relação tão afetuosa com a Chantal quanto a minha, quanto a de outras amigas mulheres que admiro. No meio de tudo me lembrei da Laurinha falando com a voz dela "Chantaaal". Das nossas conversas. Misturou tudo: O filme sobre querer estar ao lado de alguém que sabemos não ser eterno, de uma não eternidade que logo se mostrará. Uma mulher cineasta de imensa entrega que sempre entendi muitíssimo.Uma amiga que sempre me contou desse desejo de estar ao lado de alguém que sabia não ser eterno. A perda do pai, a mãe forte ao lado dela, os abraços longos que querem dizer "conta comigo", as salas e cozinhas das pessoas. As coisas das pessoas, a falta que elas fazem.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Ícaro (Matisse, 1947)

Matisse diz que essas "imagens de timbres vivos e violentos" que compõe a série Jazz vieram de cristalizações de lembranças do circo, de contos populares ou de viagens. Gosto muito desse coração. Sem nenhum excesso. Ele esteve sempre aí mas só reparei com gravidade esses dias. Foi como a ponta amarela do nariz de Amélie Parayre. Desconcertante.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Documenteur (Agnès Varda, 1982)



Uma mulher recém separada. Sabemos pouco. A relação com o marido não deu certo após a mudança para os Estados Unidos. Ouvimos as impressões bastante denotativas dela sobre o que vê. Imagens de pessoas e do novo lugar convivem com as palavras dela em cena. Agora ela segue sozinha com o filho. Procura uma casa. A monta com objetos encontrados no lixo. Procura emprego, escreve, observa o mundo novo em volta, se questiona sobre a felicidade.
Delicado filme de Agnès Varda. Mais uma mulher sozinha, mais uma mulher que segue em frente e aos poucos se reconstrói. Em muitos momentos lembra Suzane, de Uma Canta Outra Não, na sua reconstrução calma. É o que eu mais gosto no filme: o tranquilo refazer-se. Mesmo com sofrimento. Passos dados aos poucos. Breves e significativos lampejos de esperança.
Varda a mostra sozinha, nua, na cama em frente a um espelho, não sendo a mãe, não sendo esposa. Em um momento de procura de identidade, de reconquista do corpo, de redescoberta dele. Fascinante interesse da Varda pelas mulheres sem homens e por suas trajetórias. Aqui mais uma vez o que ela consegue mostrar é belíssimo. E calmo.

sábado, 14 de maio de 2016

I'm telling them that you're in an odyssey

(Cavalos em pastel, Kath Bloom)


 esse album é do ano passado. das que mais admiro no mundo. onde eu estava quando isso aconteceu? todo mundo sabe.
derrubaram uma mulher
mais uma

domingo, 8 de maio de 2016

Recuperei um quadro meu que estava fora de casa por paixão, minha.

Coloquei na parede lateral do quarto pra que ele deixasse de ser da lembrança mas sim de novo meu e pudesse voltar a circular.

Já olho pra ele e rio da minha imaturidade artística

que talvez seja minha condição atual ainda

e gosto. muito.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Uma decisāo radical na madrugada sem sono: ler um livro que não acrescente nada nem para o capítulo da tese que escrevo nem para um concurso que pretendo fazer. Algo que não represente nenhum avanço em meio a correria. Uma leitura inutilmente necessária. Uma pequena rebeldia no quase amanhecer.
deus me livre de ter medo agora depois que eu já me joguei no mundo.

quarta-feira, 20 de abril de 2016