@ tainah negreiros

sábado, 10 de fevereiro de 2007

I always cry at endings


Voltei a chorar.



Eu não sou boa com essas coisas, é a verdade. Todo dia tem a hora do choro, é assim, eu dou umas boas risadas durante o dia, até voltar a ler Bukowski eu voltei, mas chega a noite e eu me encolho. Hoje foi canção dos Smiths, vai ser o que amanhã? Essa merda de blog não tinha o propósito de servir de desabafo mas a essa altura eu já não tenho mais propósito nenhum, eu sinto é raiva.



E eu odeio sentir. Sinto compaixão também, mas só às vezes, ela logo passa. Eu sei, caro raríssimo leitor, você não tá entendendo nada. Mas é simples, eu não sei lidar com fins, com o fato das coisas passarem, é isso. Não tem texto bonitinho e bem feito não. É só um texto raivoso e ressentido mesmo.

Pensando bem, acho que tanto o riso, quanto a dor é que na verdade as coisas não passam, elas ficam demais, bem que eles deviam passar tanto quanto parecem. Bem que deviam.







Uma das minhas canções preferidas de todos os tempos toca agora por aqui. Parece com a gente. Parece comigo.


There's a light that never goes out


4 comentários:

oddie disse...

você é doida...

...isso é lindo.

Mr T. disse...

Tudo passa minha cara...
Eu já tive problemas pra aceitar isso, mas a verdade é que vivemos nesse mundo que já foi um mar de lava, depois um mar de gelo e hoje é esse mar de lama... O que virá depois eu não sei.

Gostei do blog, vou te linkar... Obrigado pela visita :)

Chantinon disse...

Tudo passa mesmo...
E um dia lembramos de tudo aquilo que pensávamos infinito... foi só mais um risco, um arranhão.

Sanmya disse...

aquela mesma história
como o belle retrata nessa mesma música q tem no título dessa tua postagem =]
play me a song
com lágrimas ,é claro
=*