@ tainah negreiros

domingo, 11 de março de 2007


O diabo é que a gente fica querendo dar nome pra tudo. Sempre senti um grande apreço pelo que a gente não sabe direito como nomear. Sentimentos, impressões, relações. Relações sem nome, endereço ou razão. Daí a gente se inquieta até encontrar fim e um começo pras coisas, e elas por vezes não têm. É uma bagunça isso aqui, tenho que me dar conta disso. Tem nadinha ir pela borda, passar pela grama, ir rápido, depois devagar. É bonito, é possível seguir e sentir mesmo sem saber o nome do que é.

3 comentários:

Mr T. disse...

Esse tal de caminho é uma coisa complicada por demais da conta sô...

Quando encontramos mais de um desses então...

Thamires disse...

Ainda hj procuro um nome pra ti... mas nunca vou achar e por isso te amo tanto...

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Anônimo disse...

Dar nomes é se apropriar de, equivale a ter poder sobre algo... Mas abdicar do nome não é ser humilde e abdicar do poder. É ser livre de prisões... Ainda que por um átimo de segundo... É não querer ser preso ou prender, é não querer ter... só ser.

Como diria a Clarice, "Ali nenhum de seus sentidos lhe valia, e aquela claridade o desnorteava mais do que a escuridão da noite. Qualquer direção era a mesma rota vazia e iluminada, e ele não sabia que caminho significaria avançar ou retroceder. Na verdade, em qualquer lugar onde o homem experimentou se pôr de pé, ele próprio se tornou o centro do grande círculo, e o começo apenas arbitrário de um caminho." (A maçã no escuro. p.18)